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SELÊNIO: a importância da busca pelo equilíbrio!

O selênio é um micronutriente essencial para vários aspectos da saúde humana, incluindo o metabolismo adequado do hormônio tireoidiano, a saúde cardiovascular e hormonal, a prevenção da neurodegeneração e do câncer e o fortalecimento da resposta imune. Níveis muito baixos de selênio colocam a saúde em risco. Porém, níveis muito altos de ingestão do mineral também são prejudiciais.
Temos no organismo várias selenoproteínas que estão envolvidas na ativação, proliferação e diferenciação de células que conduzem as respostas imunes inatas e adaptativas. As selenoproteínas não apenas iniciam ou aumentam a imunidade, mas também atuam na imunorregulação, que é crucial para prevenir respostas excessivas que podem levar à autoimunidade ou à inflamação crônica.
A principal causa de deficiência de selênio é o baixo consumo de castanhas, principalmente da castanha do Pará. Pessoas intoxicadas com mercúrio, como aquelas que comem peixes grandes ou que possuem restaurações com amálgama dentário, podem induzir a quelação do selênio, impedindo sua função.
A deficiência de selênio favorece a mutação de alguns vírus, reduz a resposta imune, agrava o hipotireoidismo, a tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves, permite a aceleração do envelhecimento precoce, aumenta a gravidade de doenças infecciosas e o risco de doenças crônicas, principalmente câncer. Deve-se corrigir a deficiência, mas com atenção constante ao equilíbrio. Afinal, o excesso de selênio é tóxico, prejudicial e pode aumentar a resistência à insulina.
O valor ideal encontra-se entre 120 e 150mcg/L.
O consumo de 1 a 3 castanhas do Pará por dia já pode ser eficiente, dependendo do solo onde a castanha é cultivada. As castanhas colhidas no Norte do Brasil possuem mais selênio. Em alguns casos é necessária a suplementação com selenometionina ou selenocisteína.